Pesquisa

Estado do DTC Brasil 2026

Compilação de dados públicos brasileiros sobre e-commerce e marcas DTC em 2026, com fonte e data em cada número, comparação com os EUA e uma pesquisa curta.

Última revisão:

Esta página reúne o que já existe de público sobre o e-commerce e as marcas DTC no Brasil em 2026, com fonte, link e data em cada número. Não é pesquisa primária: a gente ainda não tem amostra própria. É uma compilação de terceiros, feita para responder a uma pergunta que todo founder faz antes de olhar o próprio fechamento: onde o mercado está. No fim há uma pesquisa curta; as respostas viram o dado primário da próxima edição.

Metodologia

Compilação, não levantamento. Cada número abaixo foi lido na página da fonte na data indicada e aparece com o link direto. Quando a fonte é um relatório citado por terceiros, a página diz de quem é a citação. Quando duas fontes divergem para o mesmo indicador, as duas aparecem, com a diferença de universo explicada. Nenhum número foi ajustado, arredondado para cima ou combinado com outro.

Fontes brasileiras primeiro: Nuvemshop (NuvemCommerce 2026, 11ª edição, mais de 1.500 lojistas, base 2025), Abiacom (antiga ABComm), Confi (Neotrust e Aftersale) com o E-Commerce Brasil, Opinion Box, Sebrae com o E-Commerce Brasil, CNDL. Dados americanos entram só como comparação explícita, marcada "nos EUA", e vêm de fontes que publicam amostra e período.

Dado declarado é dado declarado. Quando a fonte perguntou ao lojista ou ao consumidor, o texto diz "declaram" e não trata a resposta como medição. Margem declarada por lojista e abandono declarado por consumidor entram nessa categoria.

Dez dados com fonte

1. O e-commerce brasileiro deve faturar R$ 258 bilhões em 2026

A projeção da Abiacom para 2026 é de R$ 258,4 bilhões em faturamento, 457,38 milhões de pedidos, ticket médio de R$ 564,96 e 96,87 milhões de compradores. Fonte: E-commerce deve faturar cerca de R$ 260 bilhões em 2026, projeta estudo, E-Commerce Brasil citando a Abiacom, 5 de janeiro de 2026.

2. No primeiro semestre, R$ 208 bilhões e ticket de R$ 275

A Confi, com o E-Commerce Brasil, mediu R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 16,9%, com 756,7 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 275,50, sustentado pela frequência de compra e não pelo ticket. O universo inclui marketplaces, por isso o ticket é metade do da projeção anterior. Fonte: E-commerce tem alta de 16,9% no 1º semestre e fatura R$ 208 bilhões, CNDL Varejo S.A., 28 de julho de 2026.

3. Na loja própria, o ticket médio é R$ 539

Entre os mais de 1.500 lojistas da Nuvemshop ouvidos no NuvemCommerce 2026, o ticket médio de 2025 foi R$ 539, alta de 9,5%. É o número mais próximo de uma marca que vende pelo próprio site, e é o dobro do ticket do mercado com marketplaces. Fonte: Quais são os principais dados do e-commerce, Nuvemshop, atualizado em 16 de agosto de 2026; confirmado em Central do Varejo, 27 de abril de 2026.

4. A conversão média é 1,17% acima de R$ 100 mil por ano, e 0,75% abaixo

O mesmo relatório, citado pelo blog da Nuvemshop, coloca a taxa de conversão média em 1,17% para lojas que faturam acima de R$ 100 mil por ano e 0,75% para as menores. Outra página da própria Nuvemshop, com a mesma data, cita 1,1% e 1,6% para o mesmo relatório; a gente não conseguiu ler o PDF para resolver a diferença, e por isso registra as duas. Fonte: Taxa de conversão: o que é e como calcular no e-commerce?, Nuvemshop, atualizado em 16 de agosto de 2026.

5. Um em cada seis lojistas declara operar sem lucro

Na distribuição de margem declarada do NuvemCommerce 2026, 17,8% dos lojistas dizem não ter lucro e 4,7% não acompanham a margem. Entre os que faturam acima de R$ 20 mil por mês, 27,3% declaram margem entre 20% e 30%, e só 2,3% dizem operar sem lucro. A fonte não especifica se a margem é bruta ou líquida. Fonte: Lucro no e-commerce: 27% das marcas já operam com margens de até 30%, CNDL Varejo S.A., 13 de fevereiro de 2026.

6. 39% das pequenas empresas não investem em mídia paga

O Radar do Mercado Digital, do Sebrae com o E-Commerce Brasil, ouviu 3.081 empreendedores entre maio e julho de 2026: 39% não investem em mídia paga e 26,2% não sabem informar a própria taxa de recompra. Fonte: Pesquisa mostra que desafio das MPEs já não é vender online, mas crescer com consistência, E-Commerce Brasil, 30 de julho de 2026.

7. Entre os grandes, 51% gastam mais de R$ 10 mil por mês em anúncios

A página do NuvemCommerce 2026 registra que 51% dos grandes lojistas investem mais de R$ 10 mil mensais em anúncios e que 61% automatizam a recuperação de carrinho. Fonte: NuvemCommerce 2026, Nuvemshop; a página não indica data de publicação, e o relatório foi divulgado em abril de 2026.

8. 79% dos consumidores declaram desistir de compras, e o frete é o motivo

A Opinion Box ouviu 1.000 pessoas em maio e junho de 2026: 79% dizem ter o hábito de desistir de compras online; 57% apontam frete mais caro que o esperado, 36% a busca de preço menor na concorrência e 32% taxas inesperadas no checkout. Fonte: Abandono de carrinho: o que é, como evitar e dados de pesquisa exclusivos, Opinion Box, 10 de setembro de 2026. O NuvemCommerce 2026 registra o mesmo 57% para o frete e 35% para o prazo, e que um em cada quatro pedidos na Nuvemshop já sai com frete grátis. Fonte: Frete caro leva 57% dos brasileiros a abandonar compras online, Central do Varejo, 2 de maio de 2026.

9. 46,5% declaram voltar a comprar no site próprio da marca

Na pesquisa E-Consumidor 2026, da Nuvemshop com a Opinion Box, 46,5% dos consumidores dizem voltar a comprar nos sites próprios das marcas, contra 30% em marketplaces. É recompra declarada, não medida na loja; a amostra não aparece na página. Fonte: E-Consumidor 2026: pesquisa da Nuvemshop aponta futuro do e-commerce nacional, CNDL Varejo S.A., 16 de janeiro de 2026.

10. Não existe benchmark brasileiro de ROAS, de margem de contribuição nem de recompra medida

Este é o dado mais importante da compilação: para as três métricas que mais decidem o orçamento de uma DTC, não há fonte brasileira com amostra e método publicados. O que circula, como o ROAS "médio de 4,5 para 1", não tem origem rastreável. O Índice DTC marca essas linhas como "sem fonte BR" e usa a fonte estrangeira, identificada. É a lacuna que a pesquisa no fim desta página começa a preencher.

Brasil e EUA, lado a lado

Nos EUA, a mediana de ROAS no Meta em cerca de 35 mil marcas de e-commerce foi 1,93x em 2025 (Triple Whale, citada pela Eightx, 29 de maio de 2026); no Brasil não há número com amostra. Nos EUA, a margem bruta mediana de 11 marcas DTC abertas é 56,6% (Eightx, 26 de abril de 2026); no Brasil o que existe é margem declarada sem tipo. Nos EUA, a conversão média global medida pela Dynamic Yield em 12 meses é 2,72%; no Brasil, a média das lojas Nuvemshop acima de R$ 100 mil é 1,17%. Nos EUA, o payback de CAC mediano citado é 3,4 meses (Eightx, 13 de julho de 2026); no Brasil não há fonte. As fontes e os links completos estão nas páginas de benchmarks e no índice.

A comparação serve para uma coisa: mostrar que o founder brasileiro decide com menos referência pública que o americano. Não serve para copiar meta.

A pesquisa: três perguntas para a próxima edição

A próxima edição desta página terá dado primário, e ele começa aqui. Três perguntas obrigatórias e uma opcional: faixa de faturamento mensal, categoria, plataforma da loja e, se quiser, a faixa de margem de contribuição. O e-mail serve só para confirmar que a resposta é de uma operação real e para mandar o resultado quando sair; não vai para lista nem para terceiro. As respostas são publicadas só agregadas, sem nome de marca.

Com 30 respostas a gente publica a primeira leitura, com a amostra dita no topo. Com menos, a página continua como está e diz quantas faltam.

Responda a pesquisa

Três perguntas e uma opcional. Resultado publicado só de forma agregada, sem nome de marca. O e-mail confirma que a resposta é de uma operação real.

Depois de produto, frete, taxas e mídia. Se não tiver o número, escolha "Não sei".

Só para responder. Não vai para lista nem para terceiro.

Não é publicada. Só evita resposta duplicada.

Acesso antecipado

O cofre abre por convite.

Founder Vault não abre cadastro. Cada acesso é concedido por convite, para uma turma pequena de cada vez. Se você vende todo dia e paga mídia todo dia, conte da sua marca.