COGS, cost of goods sold, é o custo do produto vendido: o custo unitário real de cada item que saiu, vezes a quantidade que saiu no período. Não é o que foi pago ao fornecedor no mês; é o custo do que foi vendido no mês.

O custo unitário real inclui o preço do fornecedor, o frete de entrada, o imposto de importação se houver, a embalagem primária e qualquer custo que só existe porque aquele item existe.

Exemplo

Uma marca compra 1.000 unidades a R$ 40, mais R$ 5 mil de frete de entrada, e vende 300 no mês. O custo unitário é R$ 45. O COGS do mês é R$ 13.500. Os R$ 31.500 restantes não são custo ainda: são estoque, caixa com outra forma. Números fictícios.

O erro comum

Lançar a compra inteira como custo do mês. O lucro do mês da compra desaba e o dos meses seguintes infla. O segundo erro é usar o preço da última compra para todo o estoque, quando os lotes tiveram preços diferentes: o custo médio, aplicado sempre, é o critério mais simples. Sem COGS correto, a margem de contribuição é inventada e tudo que vem depois herda o erro.

Onde aprofundar

A linha de custo do produto e por que ela engana está em como calcular o lucro líquido de uma DTC. A relação entre COGS e caixa está em caixa e estoque descasados. Termos ligados: estoque parado e DRE.