Estoque parado é o produto que não vendeu uma unidade sequer no último período, ou que cobre muito mais dias de venda do que a operação precisa. É caixa que saiu da conta e só volta quando alguém comprar, e perde valor se a coleção passar.

Duas medidas dizem se o estoque está saudável: quantos dias de venda ele cobre, por produto, e que fração dele não girou. A primeira diz se vai faltar. A segunda diz quanto do caixa está morto.

Exemplo

Uma marca compra 2.000 unidades de um produto a R$ 50 e vende 100 por mês. São 20 meses de cobertura e R$ 100 mil parados, dos quais R$ 95 mil só voltam ao longo de mais de um ano. Na DRE, o estoque não aparece como custo até vender. No caixa, ele já pesou inteiro. Números fictícios.

O erro comum

Comprar pelo faturamento total, sem olhar o mix. O produto de giro alto acaba, o de giro baixo encalha, e a média esconde os dois. O segundo erro é contar o encalhe como patrimônio a preço de custo, como se fosse dinheiro. É prejuízo que ainda não foi escrito.

Onde aprofundar

O estoque como caixa com outra forma está em caixa e estoque descasados. A decisão de compra que sai do fechamento está em o domingo do founder que fecha o mês sozinho. O case em que o estoque dimensionado pela projeção virou prejuízo é Allbirds. Termo ligado: COGS.