Margem de contribuição é o que sobra de uma venda depois de descontar tudo que varia com ela: custo do produto, frete, taxas de pagamento, imposto sobre a venda e, na versão líquida, a mídia. É o número que diz se vender mais ajuda a pagar os custos fixos ou aprofunda o prejuízo.

Ela existe em duas versões. A bruta, antes da mídia, é o teto do que o pedido pode pagar de anúncio. A líquida, depois da mídia, é o que de fato sobra para os fixos.

Exemplo

Um pedido de R$ 200 de receita líquida, com R$ 70 de produto, R$ 18 de frete pago pela marca, 5% de taxas e 8% de imposto, tem margem de contribuição bruta de R$ 86, ou 43%. Com R$ 60 de mídia, a líquida é R$ 26. Os números são fictícios; a conta é a mesma para qualquer pedido.

O erro comum

Confundir margem de contribuição com lucro. Ela não inclui salários, aluguel, ferramentas nem pró-labore. Uma marca pode ter margem de contribuição positiva em todo pedido e fechar o mês no prejuízo, porque a soma das margens não cobriu os fixos. O erro inverso também existe: tratar a mídia como despesa fixa e calcular a margem sem ela. Para quem compra tráfego todo dia, a mídia varia com a venda e entra antes da margem líquida.

Onde aprofundar

A conta inteira, linha por linha, está em como calcular o lucro líquido de uma DTC. Para calcular com os seus números, use a calculadora de margem de contribuição. Termo ligado: CM3.